• 11 de julho de 2018

Rompendo barreiras para inovar na embalagem

Rompendo barreiras para inovar na embalagem

645 391 admin

Recentes pesquisas apontam que vivemos em um cenário competitivo em função da crescente internacionalização dos mercados e com a redução do ciclo de vida dos produtos que exige das empresas o aumento da oferta de variedade e diversidade dos mesmos e o constante desafio de como inovar na embalagem.

Sabemos que a competitividade de uma empresa pode ser conseguida a curto prazo por uma estratégia de preço e desempenho dos produtos existentes. Entretanto, no longo prazo essa competitividade deriva da sua capacidade de construir produtos inusitados e com custos competitivos.

Podemos classificar como um produto inusitado, aquele que choca o consumidor ao primeiro impacto, pois nunca sequer imaginou que ele pudesse existir e que ainda venha suprir uma necessidade da vida agitada do consumidor moderno.

Que ninguém se iluda que o produto descrito acima possa nascer do lampejo de genialidade de um designer. Ele só nascerá em empresas que buscarem a inovação com metodologias e ferramentas próprias para isso. 

Mas como conseguir essa diferenciação e aplicar as metodologias corretas sem investir uma soma considerável em pesquisa? Como ter esses novos produtos sem modificar todo meu parque fabril? São questões que certamente virão à tona de qualquer empresário quando pensar neste assunto.

Leia também “Por que seu produto vale mais e vende melhor numa embalagem Ploc Off”

Foi com base nesse dilema que muitos empresários enfrentam, que o Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM criou o Programa de Estudos e Pesquisas com ênfase em inovação em embalagens e produtos.

O Programa tem como objetivo aplicar a metodologia de inovação criada e desenvolvida na escola e aplicada com sucesso nos cursos do Núcleo para gerar propostas de novos produtos e embalagens.

O Programa alia a expertise dos mais variados fabricantes de insumos aos conceitos multidisciplinares presentes na Academia e tem como resultado final do  processo soluções inimagináveis para um produto ou embalagem.

Na prática o que fazemos é juntar em um mesmo projeto várias empresas de diversos segmentos e oferecer-lhes a oportunidade de conhecer as particularidades e oportunidades de melhoria de cada uma delas. Muitas vezes são empresas que tem insumos concorrentes quando avaliados por determinado prisma, mas quando somados podem oferecer soluções extraordinárias as empresas de bens de consumo. O papel da Academia é oferecer ferramentas e subsídios conceituais para capitanear esse processo criativo.

A primeira vista essa proposta pode parecer complexa e controvertida dentro do mundo dos negócios. Pois ela exige que as empresas participantes “abram sua casa” para concorrentes e compartilhe informações dentro de um limite ético e aceitável para conseguir encontrar um produto inusitado. Dada a sua amplitude e complexidade, requer conhecimentos de várias disciplinas e foi na Academia, que pudemos encontrar um campo neutro, metaforicamente falando, onde esse encontro fosse viabilizado.

Já existem alguns projetos em andamento dentro do Programa que juntam grandes players e um exemplo deles é o paperpopuch ® que uniu empresas de resinas plásticas, papel e celulose, convertedores, gráficas e especialistas em maquinas para trazer o primeiro stand-up pouch de papel do mercado nacional.

A junção Corporativo com a Academia já é uma realidade em diversos segmentos, o que o Núcleo de Estudos da Embalagem da ESPM quer é oferecer o espaço para que essa realidade chegue a cadeia de embalagens e que todos aqueles que aderirem possam tirar proveito dessa oportunidade.

Se sua empresa estiver preparada para essa nova realidade é hora de encontrar parceiros que querem romper a barreira da mesmice e do mais do mesmo.

 

Aparecido Borghi

Professor do Núcleo de Estudos da Embalagem ESPM

Gerente de Embalagem do Grupo Pão de Açúcar

4.7 (93.33%) 3 votes