• 26 de junho de 2018

Em tempos difíceis a assertividade dos projetos é um diferencial competitivo

Em tempos difíceis a assertividade dos projetos é um diferencial competitivo

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Muito noticiada, recentemente, a previsão para a economia Brasileira em 2016 indica uma retração do PIB. Em virtude desse cenário, muitas empresas estão revendo seus investimentos e com isso seu portfólio de projetos.

Não devemos avaliar esse cenário apenas pelo lado pessimista. O grande físico Alemão, Albert Einstein, ofere-ceu uma visão otimista sobre crise ao afirmar que “ela pode ser uma bênção a um país e ao seu povo pois traz progresso.” Completa afirmando que “sem crise não há desafios; sem desafios, a vida é uma rotina, uma lenta agonia. Sem crise não há mérito. É na crise que se aflora o melhor de cada um.”

Tom Peters, em artigo publicado pelo Design Management Institute, explica que pouco a pouco os produ- tos da maioria das empresas ao redor do mundo estão se tornando similares. Isso significa que o sucesso de uma empresa depende de um claro valor percebido, transformado em vanta- gem competitiva, e que está direta- mente relacionada aos seus serviços ou produtos que, por sua vez, são res- ponsáveis por construir e consolidar a identidade da empresa e sua marca.

Para os autores Clark & Wheelwright e Cooper, notadamente os criadores da metodologia de desenvolvimento de novos produtos amplamente utilizada por empresas no mundo inteiro, a vantagem competitiva só é conquis- tada por meio de um desenvolvimento efetivo de produtos. Isso se traduz em desenvolver projetos que alcancem os melhores índices de qualidade, desempenho e velocidade de implantação, ou seja, uma efetividade no “time to market” do produto.

Segundo os conceitos propostos pelos autores, os projetos devem ser separados em estágios e dentre eles deve haver pontos de avaliação e de decisão sobre dar continuidade ou não ao projeto.

Todo o processo se inicia com uma fase de conceituação de idéias que devem ser alinhadas ao planejamento estratégico da organização. Então, é estabelecido um conjunto de atividades para cada fase e somente ao serem concluídas o projeto pode avançar para o estágio seguinte. À medida que o projeto evolui pelas fases existe um crescente aumento no uso e na necessidade de recursos materiais e/ou humanos.

Mas de que maneira essa metodo- logia para a gestão de novos produ- tos pode ajudar uma empresa nesse cenário adverso em que vivemos? Ao aplicá-la como uma ferramenta geren- cial que institui a disciplina necessária para impedir o desperdício de recursos em projetos de menor potencial de re- torno. Ao mesmo tempo em que per- mite a organização identificar projetos com alto potencial de criação de valor, levando-a a focar seus recursos na execução e priorização destes projetos.

Sendo assim, a gestão de projetos de novos produtos se revela como uma ferramenta útil em tempos de dificuldades ao proporcionar essa clareza e objetividade na condução da renovação de portfólio com forte controle financeiro, gerenciamento dos riscos e racionalização de recursos. Além de criar condições para a obtenção de vantagens competitivas frente aos concorrentes.

A metodologia pode ser adaptada às características de qualquer empresa, independente do ramo de atividade ou porte. O crucial é não enxergar o concei- to como uma burocracia que engessará o processo e sim como uma ferramen- ta que auxiliará na tomada de decisão acerca dos investimentos em novos pro- dutos. Afinal de contas, produtos vence- dores não acontecem por acaso!

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